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 Minhas reviews

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IDrownFish
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MensagemAssunto: Minhas reviews   Seg Jul 20, 2009 6:42 pm

Bem, eu gosto muito de anime, e recentemente comecei a fazer resenhas, seguidas de um critério de avaliação que eu crier para avaliar a qualidade dos animes... Vou colocar, primeiramente, as reviews de três animes que eu adorei. Jin'Roh, Evangelion e Akira.

Nota: tive que partir o tópico em duas mensagens, com o perdão do double post, por execer o limite de letras.

Jin'Roh



Jin’Roh: The Wolf Brigade

Confesso que fiquei surpreso quando eu assisti a esse filme pela primeira vez. A capa é digna de um bom filme de ação. Sabendo que a temática tinha a ver com a segunda guerra, a armadura de super-soldado rapidamente levou à minha mente batalhas sangrentas e massivas. Porém, a expectativa foi quebrada logo na primeira cena: o filme abre em um pequeno documentário para o expectador se situar em uma realidade paralela razoavelmente complexa. Mais ou menos uma década depois da “Grande Derrota” (numa alusão clara à segunda guerra mundial), o Japão se encontra assolado por uma guerra civil que é travada dentro das cidades, nas ruas e esgotos. De um lado, o exército e o governo oficial, mais do que alinhados aos nazistas,vencedores da II Guerra Mundial, e de outro, um grande grupo terrorista conhecido como “A Seita”, que prega o fim do autoritarismo do governo.

Após o documentário, o filme começa: estamos em uma cena confusa, em que a polícia tenta controlar um grande protesto. É aí que a soberba animação começa a ser sentida pelo expectador. Detalhes de roupas, movimentação e expressões faciais são retradas de modo impecável pelos animadores, e o ambiente é absolutamente sombrio. No meio do protesto, agentes da Seita planejam uma ação conjunta para matar grande parte da polícia presente na área. O atentado necessita de transporte de bombas para ser levado a cabo, transporte esse que é efetuado por uma série de garotas adolescentes de aparência frágil, que são chamadas por membros da Seita de “Chapeuzinhos Vermelhos”. A câmera, de repente, começa a seguir uma delas. Ela sai de um bueiro carregando uma bomba em uma cesta, sem ser notada na cidade, e após andar um pouco, se aproxima da confusão. Lá, um outro membro discretamente recebe a bomba, a ativa e a arremessa contra os policiais agrupados.

E então começa uma grande confusão, e um conflito massivo começa a ocorrer. Tudo como planejado pela Seita, com um pequeno problema: a Unidade Especial de Polícia, força de elite do exército, descobre sobre a célula terrorista que está distribuindo as bombas pelos esgotos. Fortemente armados, os policiais dessa unidade entram nos esgotos e massacram os membros da Seita presentes. A garota que estávamos acompanhando havia acabado de receber uma segunda bomba, e se encontra cercada pelos policiais. Ela é frágil, porém determinada, e num ato que surpreende qualquer espectador, detona os explosivos que estava carregando, se matando no processo.

Então conhecemos o personagem principal do filme, o soldado Fuse. Ele está a apenas alguns metros da garota que se explode. Devido à sua forte armadura, ele sofre apenas alguns ferimentos leves, mas sua mente fica abalada para sempre. Ou não. Uma grande característica desse filme é a complexidade dos personagens, e de fato, um dos maiores desafios do expectador é entender o que diabos passa pela cabeça de Fuse. Ao mesmo tempo em que enxergamos uma grande conspiração se formando ao seu redor, ele se mantém tranqüilo, talvez por desconhecer essa conspiração, talvez por estar ciente de tudo. Reviravoltas predominam, e o próprio expectador não sabe em quem confiar.

Para resumir, o filme é excelente. Animação detalhada e sombria e trilha sonora impecavelmente trabalhada enriquecem esse filme, que acaba sendo uma recontagem ainda mais sombria da história do Chapeuzinho Vermelho. Elementos dignos de uma boa tragédia grega também não faltam. Por incrível que pareça, há espaço para momentos alegres, como os encontros casuais que Fuse começa a ter com a irmã da garota que ele viu se explodindo, uma garota que se revela tendo um espírito extremamente alegre, contrastando com a esmagadora melancolia de Fuse. Aliás, a sombria sobriedade das cenas noturnas contrasta com o ar melancólico e nostálgico das diurnas.

Para citar alguns problemas do filme, podemos começar com os personagens. Apesar dos principais serem muito bem desenvolvidos, muitos personagens secundários, porém importantes, são negligenciados, permanecendo incompreensíveis. Um outro problema é a realidade alternativa idealizada pelos criadores: apesar de extremamente plausível, ela deixa algumas lacunas que podem ser observadas se o filme for analisado com cuidado (como carros parecidos com modelos das décadas de 80 e 90). Um pequeno defeito ocorre ocasionalmente nas cenas dos esgotos: a luminosidade baixa demais e o espectador precisa forçar o olho. O espectador pode ou não sentir vontade de assisti-lo de novo, dependendo do grau de tolerância à tristeza e à racionalidade excessiva.

Em relação à classificação, eu recomendaria o filme para pessoas maiores de dezesseis anos. A temática e a violência presentes nele provavelmente chocarão crianças.

Avaliação:
Personagens (Valor-3 de 10): 9.
História (Valor 3 de 10): 9.
Sonoridade(Valor 1 de 10): 10
Qualidade gráfica (Valor 2 de 10): 9
Vontade de assistir de novo(Valor 1 de 10): 6

Nota final: 8.8



AKIRA




Akira

Akira, o anime que abriu as portas no sentido de mostrar ao mundo que anime pode lucrar até nos Estados unidos, normalmente divide opiniões. Não faltam adjetivações como “indecifrável” e “desnecessariamente violento” (Incrivelmente violento, sim. Desnecessariamente, não), principalmente entre aqueles que não são fãs de anime. Para mim, Akira é simplesmente o ultimate-holy-shit-o-yea-blade runner gone bad-ciberpunk-anime, sem exageros. Mas calma, eu tenho meus motivos.

De início, conhecemos Kaneda, o líder da gangue de motoqueiros Capsule, e Tetsuo, um jovem inseguro que faz de tudo para ser aceito nessa gangue, da qual faz parte. Não que os outros membros lhe reservem algum tipo de hostilidade: o fato é que Tetsuo é alguém extremamente inseguro, e ao mesmo tempo em que admira Kaneda, não suporta que este o enxergue como um irmão mais novo. Durante uma luta com outra gangue (que os personagens principais lutam dirigindo motocicletas), Tetsuo quase atropela uma figura azul misteriosa, com corpo de criança, porém com a face completamente enrugada. Quando a motocicleta se aproxima do ser, porém, esta explode, Tetsuo é jogado longe, e a criança desaparece.

Apesar de um evento relativamente simples, uma habilidade psíquica latente em Tetsuo se torna ativa, e então pesquisadores do governo perseguem-no, acreditando que ele é a chave para um poder misterioso, conhecido apenas por Akira. Porém, ao se descobrir poderoso, a insegurança de Tetsuo faz efeito, e ele decide que não vai deixar seus poderes serem desperdiçados...

O primeiro ponto a ser discutido é a introdução. O silêncio e o escuro te deixam apreensivo, ainda mais quando uma palavra escrita em cor de sangue aparece sozinha, junto com uma batida distante, domina a tela: é assim que o título nos é apresentado, com apenas a palavra Akira. Logo depois, vemos um monte de luzes e uma vista geral de uma cidade agitada, com uma animação incrível, que apesar dos seus 20 anos, se recusa a ficar velha. Desnecessário dizer que essa introdução joga suas expectativas para o alto. Mas nem o mais otimista poderia prever a obra-prima que encontraria ao assistir esse filme.

A narrativa do filme é extremamente rápida, e o número de variáveis inseridas a cada minuto é tão grande que é difícil não perder o foco. Este talvez seja o único defeito do filme: ao jogar informações ao espectador em uma espécie de frenesi, o diretor Katsuhiro Otomo acaba afastando os espectadores menos atentos. Não que o ritmo do filme pudesse ser outro sem prejudicá-lo: apesar de eu achar que o filme deveria reservar alguns minutos para a reflexão, deixá-lo lento demais poderia descaracterizá-lo como ciberpunk. O ritmo é frenético por que a própria situação na qual se encontram os personagens é frenética (pelo menos essa é a minha opinião).

Chega-se a um ponto onde trabalhar a personalidade dos personagens de forma correta provavelmente foi um suplício para seu diretor. E mesmo aí, ele não pecou. Mesmo com personagens tão complexos quanto em Evangelion, e com uma trama superior à de Evangelion em muitos aspectos, o filme careceu de erros até seu (incrível) final.

Outro triunfo do filme é a música, realmente japonesa e que apesar de ser conservadora no sentido de manter o filme “japonês”, é extremamente conveniente em todos os aspectos possíveis. A música encaixa-se perfeitamente em todas as situações do filme: é tensa quando sentimos tensão, é triste quando sentimos tristeza e (!!!) é angustiante quando sentimos angústia. Sem dúvida, sem a música, Akira seria um anime de porte menor.

Já falei sobre o visual, mas essa parte do filme merece mais elogios do que uma simples frase. A animação é fenomenal, continua parecendo atual após vinte anos. Em termos de detalhes, cor e estilo dos desenhos é superada por pouquíssimos filmes (e seriam zero, se Makoto Shinkai não existisse). O visual também contribui para chocar o espectador nas cenas que pretendem fazê-lo. Além disso, esse é um dos poucos animes em que os personagens parecem realmente japoneses.

Spoiler:
 

Pessoalmente, considero Akira o melhor anime de todos os tempos.

Em relação à classificação, 18+ seria adequado. Nudez, tentativa de estupro, violência extrema e temática chocante são algumas das inadequações presentes.

Avaliação:
Personagens (Valor-3 de 10): 10.
História (Valor 3 de 10): 9.95 (narrativa demasiadamente rápida pode levar à confusão. Apesar disso, atende à premissa do ciberpunk).
Sonoridade (Valor 1 de 10): 10
Qualidade gráfica (Valor 2 de 10): 10
Vontade de assistir de novo(Valor 1 de 10): 10 (vontade? Às vezes é necessário para se compreender)

Nota final: 9.85


Última edição por IDrownFish em Seg Jul 20, 2009 6:48 pm, editado 4 vez(es)
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IDrownFish
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MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Seg Jul 20, 2009 6:43 pm

EVANGELION




Evangelion

É difícil definir o que exatamente faz de um anime um bom anime. Entram em conjunto diversos fatores como a qualidade da imagem, o grau de complexidade dos personagens, entre outros. Alguns diriam que o bom anime é simplesmente aquele que nos agrada. Eu, porém, diria que o bom anime é aquele que consegue te prender na cadeira, ansioso por ver o que acontece em seguida. É aquele que faz as aflições e as alegrias dos personagens penetrarem na mente do espectador, ao ponto do espectador quase sentir por eles.

Por que, então, Evangelion é um título tão estimado? Você detesta os personagens (com a possível exceção de Rei), o visual não é lá essas coisas e são poucas as cenas que, isoladamente, manteriam alguém preso ao sofá (leia-se cenas de ação, comédia ou romance). Ainda assim, inúmeras pesquisas no Japão consideram-no o melhor anime de todos os tempos, e apesar de para mim isso ser uma superestimação, falar mal de Evangelion é quase um pecado em uma resenha.

O fato é que Evangelion é um anime complexo, e para se fazer uma boa avaliação é necessário refletir muito. Logo no primeiro episódio, a falta de orçamento se faz sentir, em cenas paradas e câmeras focadas de um modo que a boca dos personagens não é vista. Conhecemos de cara o protagonista (protagonista? Chamemo-lo de personagem) Shinji Ikari. É um garoto inseguro escolhido para uma tarefa complicada, que de tempos em tempos põe risco à sua vida: pilotar os EVAs, robôs de alta tecnologia cujo desenvolvimento foi destinado a destruir os Anjos, criaturas cujo propósito parece ser o de destruir a humanidade.

Shinji eventualmente faz amigos, tanto na escola quanto na NERV, organização de defesa contra os anjos. Sua auto-estima começa a melhorar, e começamos a ver conflitos não muito sérios, típicos da adolescência, ocorrerem entre Shinji e seus amigos. Tudo leva o expectador a crer que se caminha para um desfecho emocionante em uma história happy-go-lucky.

Subitamente, porém, a série muda de foco, e o espectador é empurrado em um abismo rumo à insanidade. Experiências ruins começam a se acumular, segredos são revelados, e entendemos, então, que estamos presenciando fatos extremamente complexos, e muito mais problemáticos do que imaginamos. Ao invés de caminharem rumo à cura, traumas dos personagens começam a se agravar, e os levam coletivamente a um estado de paranóia e depressão, e possivelmente a única personagem que se mantém sã até seu (trágico) final é Rei Ayanami, uma garota albina extremamente misteriosa e pouco reativa, mas para falar a verdade, a situação dela já é ruim o bastante no início da série. A falta de verdadeira complexidade começa a se extinguir no episódio quatorze, e no final, quase tudo é perdoado. (Quase. É impossível não notar os cortes de orçamento)

O interessante dessa série é que o personagem principal, Shinji Ikari, parece ser contido pelo seu medo da morte. Ele e os outros pilotos dos EVAS estão longe de serem grandes heróis, e acabamos não torcendo pela felicidade de nenhum deles.Shinji não é um cara particurlamente heróico ou moral, Rei é pouco mais que uma boneca nas mãos de um comandante megalomaníaco (entendemos, mais tarde, que o por quê dela se achar insignificante é por que ela de fato é, mas o espectador não deixa de ficar chateado por esse tipo de aceitação) e Asuka, aparentemente segura de si mesma, se torna um dos personagens ao qual se tem menos apreço. No final das contas, estamos interessados, mas não o suficiente para se importar com o que acontecerá com os personagens.

E é por isso que os últimos oito (ou serão nove? Depende do ponto de vista.) episódios são tão bons de assistir. Apesar de o espectador saber que esses personagens não são, necessariamente, honrados, esses episódios finais lançam-nos ao inferno sobre a terra. Eles são submetidos a situações muito mais extremas do que seus corpos e mentes são capazes de agüentar, e ficamos surpresos com a brutalidade que gente de quatorze anos (não citei antes? Sim, quatorze anos) pode demonstrar.

A conclusão que tiro é que Evangelion é um excelente anime por nos apresentar situações absurdas acontecendo com gente normal, sem perder o controle. A loucura é extremamente bem trabalhada, e a depressão é extrema, mas real.

Se você leu até aqui, você deve estar se perguntando quando eu começarei a discursar sobre os nomes dos anjos, a simbologia cristã e todos os segredos referentes ao cristianismo que a série aparentemente quer mostrar. Devo, porém, te decepcionar. Tudo não passou (digo isso com convicção, mas talvez esteja errado) de um jeito de atrair audiência. O espectador que não tem idéia do que está ocorrendo se deixa levar por esse simbolismo, e acaba supondo que a série é mais complexa do que ela realmente é. Tudo, porém, demonstra o contrário. Os sinais são usados por conveniência, e o final da série tem muito mais a ver com o budismo do que com o cristianismo.

Apesar de totalmente compreensível, porém, o final da série é um pouco complexo. Se quiser saber a minha opinião, mude a cor da fonte. Mantê-la-ei escondida para você não ler um spoiler acidentalmente (apesar de eu ter quase certeza que, se chegou a ler essa resenha, já viu a série inteira).

Spoiler:
 

Eu diria que é um excelente anime. Nas mãos do competente (apesar de megalomaníaco) diretor Hideaki Anno, a série carece de erros, trabalha bem a complexidade dos personagens e, no meio de um inferno, acha espaço para concluir-se de modo satisfatório. Sem dúvida, merece ser considerada um dos melhores animes de todos os tempos.

Antes que eu me esqueça, é interessante fazer uma ressalva à sonoridade. O anime perderia muito sem suas músicas. A introdução, forte mais pela música do que pelas imagens, demonstra isso. Uma coisa interessante é que às vezes Hideaki Anno parece querer fazer confusão propositalmente: principalmente no filme, não raro aparece uma música animada em uma cena triste ou contemplativa. O contrário também acontece, com menos freqüência: cenas de ação parecem ser deixadas mais calmas pela música.

Em relação à classificação, eu recomendaria a série para pessoas maiores de quatorze anos. Quanto ao filme, eu sugiro 18+.

Avaliação:
Personagens (Valor-3 de 10): 10.
História (Valor 3 de 10): 10.
Sonoridade (Valor 1 de 10): 10
Qualidade gráfica (Valor 2 de 10): 6 (a animação do filme é excelente, apesar da série em si carecer de orçamento)
Vontade de assistir de novo(Valor 1 de 10): 9 (não há por que repetir as doses dos primeiros episódios.)

Nota final: 9.1


Sugestões? Críticas? Elogios? Postem aqui, por favor.

Se puderem, sugiram outros animes para eu fazer reviews.


Última edição por IDrownFish em Ter Jul 21, 2009 5:28 pm, editado 2 vez(es)
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Tomah
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Áries

MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Seg Jul 20, 2009 8:34 pm

Gostei das resenhas, muito bem escritas e com uma opinião bem elaborada, só acho que a "mesa de fundo" é um lugar mais adequado para postá-las. Devo admitir que, dentre todos esses animes, só vi Evangelion. Já ouvi diversos elogios sobre Akira, até já comecei a ler o mangá, mas perdi o pique pra continuar. Em termos de cyberpunk, eu fico com Lain. Esse Jin'Roh é novidade pra mim, acho que vou dar uma olhada; mas se for ruim, você vai ver xD

Acho que o único defeito, se é que se pode chamar assim, é o excesso de parênteses que você usa. Agora falando da review de Evangelion, que eu posso comentar mais a fundo, eu tenho alguns comentários a fazer:

Citação :
falar mal de Evangelion é quase um pecado em uma resenha.

Em um trecho anterior, você disse que Evangelion é superestimado no Japão, e agora diz que é um pecado falar mal dele?

Citação :
Tudo não passou (digo isso com convicção, mas talvez esteja errado) de um jeito de atrair audiência.

Não necessariamente, foi na verdade um dos meios que encontraram para diferenciar Evangelion dos animes mecha comuns.

Citação :
Quanto ao filme, não há necessidade de dizer que nenhuma classificação além de 18+ é adequada.

É só um detalhe pequeno, mas eu sinceramente acho isso desnecessário. Uma censura de 16 anos é mais do que o suficiente.

Acho que só, boa sorte com as próximas resenhas! Uma sugestão? Tem vários animes bons pra se analisar, mas se quer algo mais interessante, que tal Serial Experiments Lain?
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Áries Ocupação : Estudande, Maker.

MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Seg Jul 20, 2009 9:47 pm

Bem, só vou falar uma coisa...
Concordo plenamente com vc sobre Akira! Eu assisti ele quando tinha uns 7~8 anos na bande! (no tempo que ela era vermelha xD), e tenho a fita de vídeo do anime até hj. É excelente esse anime apesar d ser muito extenso, o Tetsuo lembra muito o K999 do KOF 2k2, até ele faz uma coisa com o braço q é semelhante com o super do K999! Será se Akira tem alguma ligação com o KOF 2k2?
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MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Ter Jul 21, 2009 12:25 am

Tomah- Obrigado, pela sugestão, vou assistir o anime e fazer uma resenha dele.

Son hacker- não sei.... vai ver né... se bem que acho que você tá viajando 0.o.

Quanto aos comentários do Tomah... Eu acho superestimado, mas o fato é que um cara que fala mau acaba sofrendo quase um preconceito. Diferenciar? de fato, ganhar público é um diferencial. Quanto à classificação, vou tirar a parte de "desnecessário dizer", mas para min ainda é 18 >.>.
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MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Ter Jul 21, 2009 7:14 am

Pode ficar tranquilo que não temos regras proibindo o double post.

Quanto à classificação do tópico, também creio ser a Mesa do Fundo a melhor opção, a não ser que você pretenda que as próprias resenhas sejam avaliadas aqui.

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MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Ter Jul 21, 2009 9:54 am

Bem, é isso que eu pretendo... Pelo visto não deixei isso claro...

Pra que postar na biblioteca, se não estou me submetendo a uma avaliação? -.-
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popocake
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MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Ter Jul 21, 2009 4:53 pm

é só deixar pedido no tópico de avaliações nesse caso ;D

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MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Qua Jul 22, 2009 4:47 pm

Sinceramente... eu acho Evangelion um lixo, não se pode fazer julgo de valores na hora de fazer uma crítica, coisa que você claramente fez nos 3 animes, consequentemente só posso dizer que a critica sua é totalmente parcial.
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IDrownFish
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MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Qui Jul 23, 2009 4:55 pm

LOL? Não se pode fazer julgo de valores.... Em uma... Crítica??

O avaliador tem, sim o direito de fazer julgo de valor. Mais: explicitei TODOS os motivos pelos quais eu considero Evangelion um bom anime. Como assim... Cara, não entendi. O Papel de uma review é gostar ou nao gostar, é emitir juízo de valor.
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MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Dom Ago 16, 2009 7:30 pm

Scoppio escreveu:
Sinceramente... eu acho Evangelion um lixo, não se pode fazer julgo de valores na hora de fazer uma crítica, coisa que você claramente fez nos 3 animes, consequentemente só posso dizer que a critica sua é totalmente parcial.
Você TEM que ser parcial. Concordo que Evangelion tem um monte de safadezas sem tamanho, mas a sua crítica não tem base... Diferente das dele.

Quanto à elas, seria bom fazer uso de outros artifícios jornalísticos quando você tratar de escrevê-las. Comparando também outras criações dos autores e estúdios relacionados à obra, dar uma situada histórica também é legal quando estiver falando de coisa velha como Akira e Evangelion, comparar com outras obras da mesma época também é legal... E por aí vai...

Só tenho a reclamar que no Jin'Roh eu li e vi muitas descrições de cenas, evite-as ao máximo! Lembre-se que seus leitores podem não ter visto o filme e daí fica chato você estragar surpresas. Eu mesmo já senti a surpresa estragada, já sei que
Spoiler:
 
então a cena vai ficar bem chata pra mim.

Mas estão boas, as dicas ficam apenas para enriquecer ainda mais seus trabalhos, ok?
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Áries

MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Seg Ago 17, 2009 3:35 pm

jackmcmorrow escreveu:

Você TEM que ser parcial. Concordo que Evangelion tem um monte de safadezas sem tamanho, mas a sua crítica não tem base... Diferente das dele.

Claro que nenhuma crítica tem como ser imparcial, afinal, ela é uma interpretação do autor dela. Mesmo assim, deve-se preocupar em analisar todos os aspectos, e não simplesmente dar uma nota baseado em "gostar" ou "não gostar". Eu não gosto de clichês muito óbvios, mas eu vou dar uma nota ruim para um anime só por isso (embora muita gente faça)? E o modo como eles são usados, não conta? E a qualidade das músicas, os personagens, a trama, não conta também? Eu vou dar uma nota ruim porque não gosto de animes de luta ou de aventura? Óbvio que não, isso seria uma crítica totalmente parcial, baseada unicamente nos meus gostos, não uma interpretação de algo.
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MensagemAssunto: Nova review   Sex Ago 28, 2009 9:28 pm

Nova review. School Days.


School Days



Qual o máximo que se pode esperar de um quase-hentai baseado em bishojo? Não muito. É por isso que me surpreendi com o número de avaliações positivas que esse anime de doze episódios recebia pela internet. Também me assustei com o extremismo em todas as reviews que li. Ou a avaliação era muito boa, ou extremamente ruim.

Resolvi checar, e nos primeiros quatro episódios não me surpreenderam. Na verdade, não chegavam nem ao nível de animes como Gantz. Quase parei de assistir a série, e teria cometido um grande erro se o tivesse feito.

Para quem não sabe, School Days é um anime cujo personagem principal é Itou Makoto, o merda que qualquer um gostaria de odiar. Não que ele seja exatamente cruel ou irresponsável, mas ele é extremamente fraco. O caminho mais fácil normalmente é o escolhido por ele, e sem saber ele prejudica todas as pessoas ao seu redor. Incapaz de controlar ou até mesmo compreender seus desejos e sentimentos, ele joga à audiência motivos o bastante para ter uma aversão extrema a ele.

Para resumir, Itou vai todos os dias à escola de trem, junto com Kotonoha, uma garota tímida, porém extremamente bonita. Ele acaba desenvolvendo uma paixão platônica por ela, e com a ajuda de uma amiga, consegue conquistá-la. Porém, ele acaba se apaixonando por essa amiga, e sem terminar com Kotonoha, começa a sair com ela.

Outro problema é que Itou faz, aparentemente, muito sucesso entre as garotas de sua escola, e, por ser fraco, acaba indo para a cama com a grande maioria das personagens femininas da série, exeto, ironicamente, Kotonoha. E então a tragédia (não tem como haver final bom para isso aí) se desenrola.

O fato é que School Days desenvolve-se como uma tragédia Shakespeariana: na primeira parte temos uma apresentação completa dos personagens, sem muitas complicações. A inocência dos personagens é a única coisa que tem de interessante nesse início, capaz até de provocar risadas. Depois, os problemas começam a aprecer.

E que problemas. Mais ou menos no sexto episódio, percebi que eu não ria mais. A situação foge do controle de todos os personagens, que por sua vez nem tentam controlá-la. A inocência é perdida ao longo dos meses (o anime muitas vezes salta dias nos intervalos dos episódios) e a história se desenvolve de maneira a tornar impossível um final feliz.

Com uma história interessante apesar de simples, personagens complexos, animação tradicional e sonoplastia extremamente conveniente, eu não considero esse anime extremamente bom ou extremamente ruim, mas vale a pena conferir. Você pode adorá-lo (meu caso) ou odiá-lo, mas é sempre interessante tentar.


História (3 de 10): 7
Personagens (3 de 10): 9
Animação (2 de 10): 7
Sonoplastia (1 de 10): 9
Vontade de assistir de novo (1 de 10): 0. Acredite, uma vez é o bastante.

Nota final: 7.1.
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Áries

MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Sex Ago 28, 2009 9:38 pm

Fish, pensei que tu tinha morrido \o

Não tenho muito a comentar, a review ficou excelente. Eu particularmente não me interessei muito por esse anime não, embora admita só ter visto os primeiros minutos do primeiro episódio. Gosto bastante de histórias desse tipo, então vou dar uma outra chance num dia desses. A propósito, você já viu um anime chamado Air? Quando eu terminei de ler sua review, não pude deixar de lembrar dele; também é uma história trágica com um final triste, mas lindo.

Bem, boa sorte com as reviews, estarei esperando ^^
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MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Seg Ago 31, 2009 8:58 pm

Eu tou vivo e trablhando em um projeto de grande porte =P.

Vou checar Air. Mas lembre-se que até agora estou trabalhando na review de Lain (a 3 semanas com bloqueio mental). Se você me der outro trabalho complicado desses eu vou te quebrar hein 0o

Depois de eu ter falado que os primeiros episódios não são tão curtíveis? Meh, espera 3 semanas e insiste.

Mmmmm, preciso começar a avaliar os shonens... Um dia, um dia...
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Áries

MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Qui Set 03, 2009 2:46 pm

Ah, não se preocupa, não é nada muito demorado de ver ou difícil de avaliar. Tanto que eu terminei o mangá em um dia (o anime tem 13 episódios + um filme). Eu citei esse anime exatamente porque School Days me lembra muito dele, então você não deve ter muita dificuldade (espero).
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MensagemAssunto: Nova Review   Qua Set 16, 2009 10:29 pm

Nova review. Serial Experiments Lain.

Serial Experiments Lain



Lain é um anime, acima de tudo, diferente. As peculiaridades desse suspense cyberpunk são sentidas antes da abertura, quando uma voz aparentemente insana gargalha em quanto diz, em inglês: “Present Day, Present Time” (Dia de hoje, exatamente agora). Fazer uma crítica diretamente, sem outras referências, pode deixar o leitor dessa review confuso (ou até me deixar confuso). Desse modo, dividirei a review em duas partes: História e Crítica, sendo que a primeira está escondida por conter spoilers.

História


Spoiler:
 

Crítica


Confesso que Lain foi o primeiro anime que me fez dizer “que p**** é essa” e pausar o vídeo nos dez primeiros segundos. Ouvir “Present Day, Present Time” em inglês, no meio de gargalhadas, antes até mesmo da introdução (extremamente bem pensada, por sinal), é a primeira pista que o espectador tem do tipo de anime que irá encontrar. Sem dúvida, Lain é um anime diferente de tudo o que vi até agora. De uma maneira inteligente, Lain torna-se mais e mais, à medida que os episódios avançam, uma amálgama do melhor de Matrix, Blade Runner, 2001 e Ghost in the Shell.

Não que Lain não tenha vida própria: O diretor Ryutaro Nakamura dá à série um tom lento e uma sobriedade por meio da ausência de trilha sonora (mais ou menos o mesmo efeito de No Country For Old Men), ao mesmo tempo em que a recheia de surrealismo e simbolismo.

O surrealismo e o simbolismo, aliás, funcionam muito bem nos quatro primeiros episódios, que eu gosto de considerar uma apresentação do mundo em que se passa a história. Esses episódios, que na essência não têm história, são o suficiente para prender o espectador no mundo futurista no qual a série se passa.

E então, logo após nos acostumarmos com esse mundo, entramos de cabeça em uma realidade sombria e assustadora. A ausência de trilha sonora, junto com um quase sempre presente ruído de computador ligado, faz de cada cena um incômodo: apesar de tudo ser extremamente vago, tudo parece fazer alusões a... Algo. A incompreensão do que está ocorrendo juntamente com a incapacidade de se prever o que acontecerá em seguida deixam o espectador tenso e desnorteado, principalmente quando matanças e suicídios bizarros começam a ocorrer em larga escala, e tudo parece de alguma forma conectado à personagem principal.

E então, de repente, o espectador começa a entender o que está ocorrendo, e o medo vai aos poucos se dissipando. Os episódios que antecedem o final dão cada vez mais dicas da natureza da história, e de repente, tudo faz sentido. Nesse momento, o anime antecede uma conclusão inteligente e bem pensada, e confesso que refleti muito sobre manter Akira como o melhor anime de todos os tempos na minha lista pessoal nesse momento.

Quando a conclusão finalmente vem, porém, ela é decepcionante. Uma série que tão inteligentemente desafia o usual e discorre sobre o alcance da internet acaba se rendendo ao comum (e ao irracional): simbologia religiosa é usada em demasia (talvez em uma tentativa de se aproveitar tudo o que Evangelion não tem de bom), um claro “cara mau” é introduzido para fazer oposição ao poder de Lain e a série acaba se rendendo à utilização de Deus ex machina para alcançar uma conclusão satisfatória (além de transforma Lain em um clone do Deus cristão). Além disso, dezenas de histórias paralelas assustadoras são deixadas sem conclusão, o que pode vir a deixar o espectador confuso e decepcionado.

E então acordamos para a realidade: se Lain tem força visceralmente falando, falta intelecto para desenvolver personagens que pareçam reais e criar uma conclusão interessante ao pensamento. Visualmente impressionante e sonoramente incrível, Lain perde as forças ao chegar ao final. A música de encerramento, melosa e com pouco a ver com a série (ao contrário da bem escolhida música de abertura), também não impressiona. Eu poderia, também, escrever um livro sobre a simbologia intensa e as referências à cultura popular presentes na série, mas se o fizesse deixaria muito pouco para o espectador conferir.

Avaliação:
História: (3 de 10): 9
Personagens (3 de 10): 5
Animação (2 de 10): 10
Sonoplastia (1 de 10): 10
Vontade de ver de novo (1 de 10): 5

Nota final: 7.7.
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IDrownFish
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MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Seg Dez 14, 2009 4:26 pm

The Place Promised in our Early Days



Em termos de anime, 2004 foi um ano de muitas promessas e poucos sucessos. Vimos surgir Steamboy, o anime mais caro da história, nas mãos de ninguém menos que Katsuhiro Otomo, mas que passa para o usual e se torna quase entediante a partir de uma hora de filme. Vimos surgir O Castelo Animado, de Hayao Miyazaki, que apesar de bem executado, deixa a desejar em relação aos seus trabalhos anteriores. Vimos uma nova versão de Appleseed, que apesar de ser uma adaptação melhor do manga se comparado à adaptação anterior, não refletiu a profundidade e a discussão sociológica e filosófica daquele.

Apesar disso, tivemos de um diretor razoavelmente novo apesar de já bastante conhecido, Makoto Shinkai, a verdadeira obra-prima do ano. Esqueçam Appleseed. Esqueçam O Castelo animado. Esqueçam Steamboy. O melhor anime do ano é, sem dúvida, The Place Promised in our Early Days.

A história é bem pensada: em um desenrolar alternativo da Guerra Fria, o Japão é dividido entre os Estados Unidos e a União Soviética. Da parte pertencente à União, agiganta-se uma torre enorme, construída em Hokkaido, que devido à sua magnitude, pode ser observada de Tókio, que ficou na parte americana do Japão. Imponente e misteriosa, ninguém da parte americana conhece sua utilidade.

Após uma introdução melancólica, somos apresentados ao trio que protagonizará a história: dois garotos aparentemente mais capacitados intelectualmente que a grande maioria das pessoas que acabaram de entrar no Ensino Médio, Hiroki e Takuya, e uma garota, Sayuri, que formam um grupo com um sonho: construir um pequeno avião por eles próprios e visitar, com ele, a grande torre de Hokkaido. Tudo vai bem quando de repente Sayuri desaparece, e apesar de se esforçarem muito, os outros dois não conseguem encontrá-la, e o sonho aos poucos desaparece. A construção do avião é interrompida, e o grupo se separa.

The Place Promised in Our Early days é, no mínimo, poético. É algo raro: um filme artistico com uma história envolvente. Makoto Shinkai encurta diálogos, abusa de paisagens com movimento e das tomadas afastadas dos personagens, normalmente em ângulos em que podemos ver suas ações em uma escala maior, mas não observar suas faces. Shinkai consegue prender a atenção do espectador, e o consegue sem apostar nenhuma ficha em cenas dinâmicas.

De fato, o filme é a síntese de tudo que o diretor tem de bom: paisagens belíssimas (ao ponto de distrair o espectador da história principal), personagens bem trabalhados e melancolia, muita melancolia.

Melancolia é, aliás, a característica principal de toda a obra de Makoto Shinkai: como em 5 centímetros por segundo, The Place Promised in our Early Days é sobre a busca incessante por algo que parece estar extremamente perto, mas ainda assim está fora de alcance. É algo melancólico, mas não depressivo, é esperançoso ao mesmo tempo em que é triste. E principalmente, consegue ser emocional, mas não apelativo.

Outro ponto que merece destaque é a qualidade da animação e da trilha sonora. O diretor fiscalizou a execução de cada desenho, idealizou os elementos de cada paisagem e compôs a trilha sonora adequando-a perfeitamente a cada cena. O extremo cuidado com as paisagens é, juntamente com a melancolia sempre presente, uma característica que torna o trabalho de Shinkai único.

Se existe um problema em relação a esse filme, é o andamento. Se o diretor apostou em sequências lentas e teve sucesso em trabalhos anteriores, a partir de uma hora de filme começa-se a ter a sensação de que nessa obra ele exagerou. Nos dez minutos que antecedem a série de eventos que concluem a história do filme, confesso que senti tédio, sensação que poderia ser evitada com um uso maior de tomadas de curta distância.

Ainda assim, o filme é memorável, e merece seu espaço entre os grandes clássicos do anime. Tenho certeza de que, como Akira, esse filme não ficará velho nunca.

Avaliação:
Personagens (3 de 10): 9.
História (3 de 10): 9.95 (narrativa vagarosa, mas isso é uma questão de gosto).
Animação (2 de 10): 10.
Sonoridade (1 de 10): 10.
Vontade de ver de novo (1 de 10): 10.

Nota final: 9.55
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Tomah
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Áries

MensagemAssunto: Re: Minhas reviews   Sex Jan 01, 2010 8:34 am

Legal, dessa vez não esqueci de comentar. Nem tenho muito a dizer sobre a review: está excelente. Entrou na minha lista de animes, embora talvez nem dê para assistir tão cedo com tantas coisas a fazer (é irônico que este seja o período em que eu mais esteja ocupado). Concordo com você quando disse que 2004 foi um ano de muitas promessas (Boukyaku no Senritsu, por exemplo) e poucos sucessos. Mas como meus padrões são bem baixos, gostei de várias séries que estrearam, até mesmo do odiado Ragnarok the Animation.
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